Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

BENFICA 2009/2010 FUNCHAL

Antes já resservado...


Estes vídeos mostram alguns dos momentos vividos no Funchal no dia de ontem após o término do jogo dos campeões...



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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

TEMPORAL NA MADEIRA

Por esta altura muitos são os testemunhos em imagem de muitas perdas... muitos acidentes... muito desastre, na minha ilha querida... vou postar algumas imagens que recolhi pelo telmóvel não são muitas e tive de editar algumas para ficar mais perceptível... sou apenas mais uma que ao passar nos locais captei algumas imagens para guardar e decidi partilhar no meu blog com todos... é uma calamidade o que se vive neste momento na Madeira... só mesmo vendo pessoalmente nem por fotos é possível descrever tamanha tragédia...



Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

Chorão Ramalho no Funchal…

in Netmadeira
Arquitectura

Bruno Martins  |  26 de Outubro de 2009

Chorão Ramalho no Funchal

Edífício da Caixa de Previdência do Funchal, Arq. Chorão Ramalho (Fotografia: Bruno Martins)

(…) Depois do Funchal ter passado por dois grandes ciclos económicos; o do açúcar e o do vinho, a cidade assume uma nova referência turística internacional. (…) A cidade modernizava-se, apoiando-se no “Plano Geral de Melhoramento do Funchal”, do arquitecto Ventura Terra, elaborado em 1915; Rasgava-se a cidade com amplas Praças e Avenidas, Parques, Jardins e Bairros; embelezava-se com estátuas e edifícios da autoria de criadores de renome, tais como: Francisco Franco, Anjos Teixeira e Lagoa Henriques na escultura, Raul Lino, Edmundo Tavares, Óscar Niemeyer e Chorão Ramalho, na arquitectura.

J. G. Faria da Costa; “Estudo de Remodelação da Zona Marginal da Cidade do Funchal”, 1 de Agosto de 1945, Câmara Municipal do Funchal, cota 801, processo n.º 37.

Quem passa, muitas vezes não se apercebe. Talvez porque sempre esteve lá, ou talvez porque olhamos mas não vemos. Mas podemos habitar uma cidade uma vida inteira, discorrendo a sua história viva feita de praças, ruas, jardins e edifícios e nunca nos apercebermos da riqueza que nos rodeia. A tendência generalizada vai ao encontro da valorização da novidade feita de modismos e artificialismos. E no entanto, vivemos numa cidade que é rica na sua história, e marcada desde sempre por obras da maior valia, criadas por grandes autores como foram os casos enumeradas no texto de abertura. De todos, é incontornável falar de Chorão Ramalho, pela obra vasta que tem no Funchal, e pela importância e significado que ela representa para a cidade.

Nascido em 1914, no Fundão, e falecido em 2001, conclui o seu curso na Escola de Belas Artes do Porto em 1947, iniciando a actividade um pouco antes do primeiro congresso nacional de arquitectura, cujo resultado tem um impacto significativa na arquitectura moderna portuguesa que se viria a seguir.

Para escrever sobre Chorão Ramalho e a sua significativa obra no Funchal, é necessário recuar 50 anos, para a altura em que os modelos nacionalistas ainda imperavam na arquitectura. Contrariando esta linguagem vinculada politicamente ao Estado Novo, Chorão Ramalho desenha com liberdade, dando grande atenção aos aspectos funcionais, mas também formais, afirmando uma arquitectura depurada, que recusa o ornamento, o qual é entendido como artifício desnecessário. Esta atitude é suportada por uma seriedade ética e profissional irrepreensível, e um conhecimento das questões técnicas, de programa e de funcionamento.

O rigor no seu trabalho, o detalhe cuidado, a consistência de toda a sua obra elegem-no como um dos grandes arquitectos do seu tempo, e elevam a cidade do Funchal que enriquece o seu património através da obra que o arquitecto aqui executou.

Apesar de ter trabalhado sempre com programas diversificados, o seu trabalho fica marcado por um conjunto de valores que são comuns em toda a sua obra, e que a cidade do Funchal pode testemunhar através dos inúmeros edifícios que ficam para sempre, como a Assembleia Regional da Madeira, a Central Térmica do Funchal (mais conhecida como “Casa da Luz”) ou o conjunto da Caixa de Previdência do Funchal.

Esta ultima obra, composta por serviços de saúde e administrativos, e também habitação, desenvolve-se ao longo de uma torre de 14 pisos que assenta numa plataforma que marca uma transição suave com a malha envolvente.

Este edifício interessa particularmente, não só pelo seu valor enquanto conjunto arquitectónico, mas também pela discussão que a construção em altura ainda suscita. Não deixa de ser curioso lembrar que há 50 anos já se executassem edifícios que continuam sendo os mais altos que a cidade do Funchal tem para oferecer, e que hoje esta questão continue a ser tão polémica - sinal também do nosso conservadorismo relativamente a uma solução que foi utilizada sem complexos por Chorão Ramalho, nesta mesma cidade, há 5 décadas atrás.

Por aqui se percebe que a modernidade não se encontra no tempo mas na mentalidade. E Chorão Ramalho representa o melhor que estes momentos têm para oferecer: a obra que nos deixa – intemporal mas com vista para o futuro – é ainda hoje um símbolo de modernidade na cidade do Funchal.

Bruno Martins

Bruno Martins

Nasceu em Lisboa em 1975. É arquitecto, Licenciado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.


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Chorão Ramalho no Funchal…

in Netmadeira
Arquitectura

Bruno Martins  |  26 de Outubro de 2009

Chorão Ramalho no Funchal

Edífício da Caixa de Previdência do Funchal, Arq. Chorão Ramalho (Fotografia: Bruno Martins)

(…) Depois do Funchal ter passado por dois grandes ciclos económicos; o do açúcar e o do vinho, a cidade assume uma nova referência turística internacional. (…) A cidade modernizava-se, apoiando-se no “Plano Geral de Melhoramento do Funchal”, do arquitecto Ventura Terra, elaborado em 1915; Rasgava-se a cidade com amplas Praças e Avenidas, Parques, Jardins e Bairros; embelezava-se com estátuas e edifícios da autoria de criadores de renome, tais como: Francisco Franco, Anjos Teixeira e Lagoa Henriques na escultura, Raul Lino, Edmundo Tavares, Óscar Niemeyer e Chorão Ramalho, na arquitectura.

J. G. Faria da Costa; “Estudo de Remodelação da Zona Marginal da Cidade do Funchal”, 1 de Agosto de 1945, Câmara Municipal do Funchal, cota 801, processo n.º 37.

Quem passa, muitas vezes não se apercebe. Talvez porque sempre esteve lá, ou talvez porque olhamos mas não vemos. Mas podemos habitar uma cidade uma vida inteira, discorrendo a sua história viva feita de praças, ruas, jardins e edifícios e nunca nos apercebermos da riqueza que nos rodeia. A tendência generalizada vai ao encontro da valorização da novidade feita de modismos e artificialismos. E no entanto, vivemos numa cidade que é rica na sua história, e marcada desde sempre por obras da maior valia, criadas por grandes autores como foram os casos enumeradas no texto de abertura. De todos, é incontornável falar de Chorão Ramalho, pela obra vasta que tem no Funchal, e pela importância e significado que ela representa para a cidade.

Nascido em 1914, no Fundão, e falecido em 2001, conclui o seu curso na Escola de Belas Artes do Porto em 1947, iniciando a actividade um pouco antes do primeiro congresso nacional de arquitectura, cujo resultado tem um impacto significativa na arquitectura moderna portuguesa que se viria a seguir.

Para escrever sobre Chorão Ramalho e a sua significativa obra no Funchal, é necessário recuar 50 anos, para a altura em que os modelos nacionalistas ainda imperavam na arquitectura. Contrariando esta linguagem vinculada politicamente ao Estado Novo, Chorão Ramalho desenha com liberdade, dando grande atenção aos aspectos funcionais, mas também formais, afirmando uma arquitectura depurada, que recusa o ornamento, o qual é entendido como artifício desnecessário. Esta atitude é suportada por uma seriedade ética e profissional irrepreensível, e um conhecimento das questões técnicas, de programa e de funcionamento.

O rigor no seu trabalho, o detalhe cuidado, a consistência de toda a sua obra elegem-no como um dos grandes arquitectos do seu tempo, e elevam a cidade do Funchal que enriquece o seu património através da obra que o arquitecto aqui executou.

Apesar de ter trabalhado sempre com programas diversificados, o seu trabalho fica marcado por um conjunto de valores que são comuns em toda a sua obra, e que a cidade do Funchal pode testemunhar através dos inúmeros edifícios que ficam para sempre, como a Assembleia Regional da Madeira, a Central Térmica do Funchal (mais conhecida como “Casa da Luz”) ou o conjunto da Caixa de Previdência do Funchal.

Esta ultima obra, composta por serviços de saúde e administrativos, e também habitação, desenvolve-se ao longo de uma torre de 14 pisos que assenta numa plataforma que marca uma transição suave com a malha envolvente.

Este edifício interessa particularmente, não só pelo seu valor enquanto conjunto arquitectónico, mas também pela discussão que a construção em altura ainda suscita. Não deixa de ser curioso lembrar que há 50 anos já se executassem edifícios que continuam sendo os mais altos que a cidade do Funchal tem para oferecer, e que hoje esta questão continue a ser tão polémica - sinal também do nosso conservadorismo relativamente a uma solução que foi utilizada sem complexos por Chorão Ramalho, nesta mesma cidade, há 5 décadas atrás.

Por aqui se percebe que a modernidade não se encontra no tempo mas na mentalidade. E Chorão Ramalho representa o melhor que estes momentos têm para oferecer: a obra que nos deixa – intemporal mas com vista para o futuro – é ainda hoje um símbolo de modernidade na cidade do Funchal.

Bruno Martins

Bruno Martins

Nasceu em Lisboa em 1975. É arquitecto, Licenciado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.


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Ilha da Madeira – Arquitectura num Contexto Dramático

in Netmadeira
Arquitectura

Bruno Martins  |  17 de Julho de 2009

Ilha da Madeira – Arquitectura num Contexto Dramático

Fotografia recolhida no livro "Arquitectura Popular da Madeira", pág. 323, Vítor Mestre, Editora Argumentum

Estas são sempre as casas.
E se vamos morrer nós mesmos,
espantamo-nos um pouco, e muito, com tais arquitectos
que não viram as correntes infindáveis
das rosas, ou das águas permanentes,
ou um sinal de eternidade espalhado nos corações
rápidos.
Que fizeram estes arquitectos destas casas, eles que vagabundearam
pelos muitos sentidos dos meses,
dizendo: aqui fica uma casa, aqui outra, aqui outra,
para que se faça uma ordem, uma duração,
uma beleza contra a força divina?

Herberto Hélder, Poesia Toda (1953-1980), Lisboa, Assírio e Alvim, 1981, p. 14

Embora seja uma pequena ilha num vasto oceano, a Madeira não deixa de espantar no dramatismo com que surge, emergindo de forma imponente, manifestando a sua formação vulcânica, afirmando a sua identidade com convicção.

Na orografia da ilha destaca-se um maciço central em linha de escarpa, mas também as arribas cortadas a pique de rocha basáltica de cor escura. A paisagem cruza-se entre o cenário infinito que nos é transmitido pelo mar, e o dramatismo destas escarpas que emergem de forma imponente. A natureza exuberante encontra-se em todos os lugares, o território assume contornos que tornam a humanização da paisagem num exercício de grande dificuldade, que desmotiva os menos optimistas à intervenção, mesmo à mais básica forma de actividade agrícola. Esta limitação não impediu o homem de se apropriar do território e de aqui construir ao longo de 5 séculos de história, páginas de conquistas sobre um relevo difícil.

A paisagem reflecte esta conquista, por vezes de forma ostensiva. Os poios não são mais do que socalcos de encostas escavados e agricultados, seguindo a tecnologia tradicional, onde a pedra da região se encontra emparelhada em muros de contenção. Assim se faz a agricultura, em várias tonalidades que apresentam os mais diversos cultivos agrícolas, constituindo-se como uma afirmação de vitória sobre a natureza inóspita, à custa de grande esforço.

Como é fácil entender, esta contrariedade determinou todo o registo edificado na ilha da Madeira. Podemos até dizer que moldou o próprio carácter de todo um povo, que foi esculpindo as montanhas para poder viver e habitar.

Da própria matéria de pedra basáltica usada nos poios agrícolas, até às formas mais sofisticadas de habitação, a construção na ilha da Madeira foi sendo feita num território tão diferente que os seus valores construtivos e formais teriam de ser necessariamente diferentes.

É verdade que alguns dos elementos usados na arquitectura popular portuguesa se mantêm, tais como os telhados de 2 e de 4 águas, cobertos a telha, ou os vulgares “tapa-sóis” de madeira. Mas as guarnições de pedra da região ou os muros de pedra emparelhada são registos originais de formas de edificação.

No entanto, aquilo que verdadeiramente distingue a moradia que é construída na Madeira encontra-se na forma como o seu programa se articula e cose com o lugar. Assiste-se por vezes a uma inversão completa dos seus valores. É comum a casa começar na garagem, uma espécie de mausoléu no topo da moradia, sob o qual se desenvolve o restante programa, num exercício vertical que acompanha o relevo dramático. A casa ganha uma expressão que só pode ser entendida vista de vários ângulos, no seu acesso superior, mas também à distância, num registo que interpreta a dificuldade do terreno sobre o qual se desenvolve, e que na repetição define os contornos da nossa paisagem.

Hoje, as técnicas adquiridas na construção permitem enfrentar o desafio da modernidade com confiança. Embora as dificuldades se mantenham, elas representam a arte e engenho das gerações passadas. A sua determinação confere-nos um conjunto de valores que podem ser aproveitados como registo edificado de um património muito interessante, mas sobretudo de um potencial enorme para que os jovens arquitectos possam pensar os seus projectos num cenário de grande beleza e dramatismo, tirando partido das características intrínsecas da orografia da Madeira.

Bruno Martins

Bruno Martins

Nasceu em Lisboa em 1975. É arquitecto, Licenciado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.


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Ilha da Madeira – Arquitectura num Contexto Dramático

in Netmadeira
Arquitectura

Bruno Martins  |  17 de Julho de 2009

Ilha da Madeira – Arquitectura num Contexto Dramático

Fotografia recolhida no livro "Arquitectura Popular da Madeira", pág. 323, Vítor Mestre, Editora Argumentum

Estas são sempre as casas.
E se vamos morrer nós mesmos,
espantamo-nos um pouco, e muito, com tais arquitectos
que não viram as correntes infindáveis
das rosas, ou das águas permanentes,
ou um sinal de eternidade espalhado nos corações
rápidos.
Que fizeram estes arquitectos destas casas, eles que vagabundearam
pelos muitos sentidos dos meses,
dizendo: aqui fica uma casa, aqui outra, aqui outra,
para que se faça uma ordem, uma duração,
uma beleza contra a força divina?

Herberto Hélder, Poesia Toda (1953-1980), Lisboa, Assírio e Alvim, 1981, p. 14

Embora seja uma pequena ilha num vasto oceano, a Madeira não deixa de espantar no dramatismo com que surge, emergindo de forma imponente, manifestando a sua formação vulcânica, afirmando a sua identidade com convicção.

Na orografia da ilha destaca-se um maciço central em linha de escarpa, mas também as arribas cortadas a pique de rocha basáltica de cor escura. A paisagem cruza-se entre o cenário infinito que nos é transmitido pelo mar, e o dramatismo destas escarpas que emergem de forma imponente. A natureza exuberante encontra-se em todos os lugares, o território assume contornos que tornam a humanização da paisagem num exercício de grande dificuldade, que desmotiva os menos optimistas à intervenção, mesmo à mais básica forma de actividade agrícola. Esta limitação não impediu o homem de se apropriar do território e de aqui construir ao longo de 5 séculos de história, páginas de conquistas sobre um relevo difícil.

A paisagem reflecte esta conquista, por vezes de forma ostensiva. Os poios não são mais do que socalcos de encostas escavados e agricultados, seguindo a tecnologia tradicional, onde a pedra da região se encontra emparelhada em muros de contenção. Assim se faz a agricultura, em várias tonalidades que apresentam os mais diversos cultivos agrícolas, constituindo-se como uma afirmação de vitória sobre a natureza inóspita, à custa de grande esforço.

Como é fácil entender, esta contrariedade determinou todo o registo edificado na ilha da Madeira. Podemos até dizer que moldou o próprio carácter de todo um povo, que foi esculpindo as montanhas para poder viver e habitar.

Da própria matéria de pedra basáltica usada nos poios agrícolas, até às formas mais sofisticadas de habitação, a construção na ilha da Madeira foi sendo feita num território tão diferente que os seus valores construtivos e formais teriam de ser necessariamente diferentes.

É verdade que alguns dos elementos usados na arquitectura popular portuguesa se mantêm, tais como os telhados de 2 e de 4 águas, cobertos a telha, ou os vulgares “tapa-sóis” de madeira. Mas as guarnições de pedra da região ou os muros de pedra emparelhada são registos originais de formas de edificação.

No entanto, aquilo que verdadeiramente distingue a moradia que é construída na Madeira encontra-se na forma como o seu programa se articula e cose com o lugar. Assiste-se por vezes a uma inversão completa dos seus valores. É comum a casa começar na garagem, uma espécie de mausoléu no topo da moradia, sob o qual se desenvolve o restante programa, num exercício vertical que acompanha o relevo dramático. A casa ganha uma expressão que só pode ser entendida vista de vários ângulos, no seu acesso superior, mas também à distância, num registo que interpreta a dificuldade do terreno sobre o qual se desenvolve, e que na repetição define os contornos da nossa paisagem.

Hoje, as técnicas adquiridas na construção permitem enfrentar o desafio da modernidade com confiança. Embora as dificuldades se mantenham, elas representam a arte e engenho das gerações passadas. A sua determinação confere-nos um conjunto de valores que podem ser aproveitados como registo edificado de um património muito interessante, mas sobretudo de um potencial enorme para que os jovens arquitectos possam pensar os seus projectos num cenário de grande beleza e dramatismo, tirando partido das características intrínsecas da orografia da Madeira.

Bruno Martins

Bruno Martins

Nasceu em Lisboa em 1975. É arquitecto, Licenciado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa.


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Sexta-feira, 21 de Agosto de 2009

Linha Eco será gratuita a partir de 1 de Setembro…

Câmara pretende diminuir o trânsito automóvel no centro da cidade

Depois de um “ensaio” realizado no Natal passado, a Câmara Municipal do Funchal volta a disponibilizar gratuitamente à população, viagens em quatro autocarros ecológicos que ligam as principais artérias da cidade, com passagens pelas zonas escolar e turística. Um «investimento ambiental» que visa «diminuir a poluição, melhorar a qualidade de vida dos munícipes e diminuir o tráfego de veículos individuais, sobretudo na baixa do Funchal».

A partir do próximo dia 1 de Setembro, e nos seis meses seguintes, os quatro autocarros ecológicos, da Linha Eco da Empresa Horários do Funchal, vão poder ser utilizados gratuitamente pela população.
A medida, apresentada ontem em conferência de imprensa que juntou o presidente da Câmara Municipal do Funchal, secretária regional do Turismo e Transportes, e presidente da empresa de transportes colectivos Horário do Funchal (HF), é entendida por estes responsáveis como sendo «mais um passo no sentido de melhorar a qualidade de vida dos munícipes e visitantes no centro da cidade».
Esta medida, segundo referiu Miguel Albuquerque, vai custar à Câmara cerca de 37 mil euros através de publicidade institucional.
Embora os ganhos não sejam «mensuráveis em termos de dinheiro», o autarca explicou que o grande objectivo está «na melhoria da circulação e igualdade de oportunidades para os cidadãos».
Uma vez que se trata de um «investimento ambiental», Miguel Albuquerque disse ainda que espera com esta medida diminuir a poluição, melhorar a qualidade de vida dos munícipes, diminuir o tráfego de veículos individuais, sobretudo na baixa do Funchal, e proporcionar às pessoas com pouca mobilidade a possibilidade de circularem no centro da cidade de «forma agradável e segura».
Neste sentido, o autarca revelou que «cai pela base qualquer argumento, no sentido de se dizer que a baixa da cidade não tem transportes, nem possibilidade de mobilidade, a não ser pedonal», frisando que «o Funchal não tem só um autocarro tecnologicamente avançado como tem a possibilidade de circular aqui no centro abrangendo a zona das escolas de forma gratuita».
De salientar que este projecto nasceu a partir de um “ensaio” realizado, com sucesso, na época do Natal, altura em que foi colocado ao dispor da população a “Linha Eco” sem qualquer encargo para os utilizadores. Desse ensaio, o responsável pela Empresa Horários do Funchal, Nuno Homem Costa, revelou que registou-se um acréscimo de 200 por cento, mil para três mil pessoas transportadas numa semana».
Expectante quanto ao impacto que estes seis meses com linha gratuita terão junto da população, Miguel Albuquerque frisou que embora este seja um ensaio de seis meses, «estamos convencidos que vai ter tamanho sucesso que depois teremos de protelá-lo durante bastante tempo».
Esta nova oferta de transporte gratuito será assegurado por quatro autocarros do modelo Gulliver, não poluentes, que compõem a "Linha Eco"da HF, com 5,3 metros de comprimento, com lotação para oito passageiros sentados, 11 em pé e uma cadeira de rodas.
Linha Verde nascerá em Setembro
O presidente da Câmara anunciou ontem também que em Setembro próximo surgirá também uma “Linha Verde” isto é, um acordo com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, que colocará um autocarro a circular de 10 minutos entre a zona oeste da cidade e o centro do Funchal, sendo que, através de protocolos e pacotes de bilhetes com hotéis, acabará com a necessidade de serem usados veículos de grande porte para transporte de turistas, que são neste momento factor de congestionamento na marginal da cidade.
A este respeito, Conceição Estudante explicou que o projecto integra-se em «estratégias de desenvolvimento da Horários do Funchal em concertação com a Câmara Municipal» e que o objectivo é tornar o Funchal «uma cidade cada vez mais moderna», sendo que tal passa por uma política de transportes alternativos.
Na opinião da secretária regional do Turismo e Transportes, «estes veículos estão neste momento a serem utilizados como forma de transformação dos hábitos dos cidadãos da cidade do Funchal. Esta forma de chegar gratuitamente às pessoas não visa outra coisa que não a sua sensibilidade e a sua habituação porque, a partir do momento em que tem de passar a hábito automatizado, é mais fácil passar a utilizar este e os outros que virão».
Albuquerque garante que esta não é uma medida eleitoralista
Questionado se esta poderia ser entendida como uma medida eleitoralista, Miguel Albuquerque, que se recandidata para mais um mandato na CMF, rejeitou a crítica desta ser considerada uma medida eleitoralista, afirmando que «já estou há 15 anos na Câmara. Estas são políticas que temos de seguir e os veículos já estão a circular há mais tempo».

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Linha Eco será gratuita a partir de 1 de Setembro…

Câmara pretende diminuir o trânsito automóvel no centro da cidade

Depois de um “ensaio” realizado no Natal passado, a Câmara Municipal do Funchal volta a disponibilizar gratuitamente à população, viagens em quatro autocarros ecológicos que ligam as principais artérias da cidade, com passagens pelas zonas escolar e turística. Um «investimento ambiental» que visa «diminuir a poluição, melhorar a qualidade de vida dos munícipes e diminuir o tráfego de veículos individuais, sobretudo na baixa do Funchal».

A partir do próximo dia 1 de Setembro, e nos seis meses seguintes, os quatro autocarros ecológicos, da Linha Eco da Empresa Horários do Funchal, vão poder ser utilizados gratuitamente pela população.
A medida, apresentada ontem em conferência de imprensa que juntou o presidente da Câmara Municipal do Funchal, secretária regional do Turismo e Transportes, e presidente da empresa de transportes colectivos Horário do Funchal (HF), é entendida por estes responsáveis como sendo «mais um passo no sentido de melhorar a qualidade de vida dos munícipes e visitantes no centro da cidade».
Esta medida, segundo referiu Miguel Albuquerque, vai custar à Câmara cerca de 37 mil euros através de publicidade institucional.
Embora os ganhos não sejam «mensuráveis em termos de dinheiro», o autarca explicou que o grande objectivo está «na melhoria da circulação e igualdade de oportunidades para os cidadãos».
Uma vez que se trata de um «investimento ambiental», Miguel Albuquerque disse ainda que espera com esta medida diminuir a poluição, melhorar a qualidade de vida dos munícipes, diminuir o tráfego de veículos individuais, sobretudo na baixa do Funchal, e proporcionar às pessoas com pouca mobilidade a possibilidade de circularem no centro da cidade de «forma agradável e segura».
Neste sentido, o autarca revelou que «cai pela base qualquer argumento, no sentido de se dizer que a baixa da cidade não tem transportes, nem possibilidade de mobilidade, a não ser pedonal», frisando que «o Funchal não tem só um autocarro tecnologicamente avançado como tem a possibilidade de circular aqui no centro abrangendo a zona das escolas de forma gratuita».
De salientar que este projecto nasceu a partir de um “ensaio” realizado, com sucesso, na época do Natal, altura em que foi colocado ao dispor da população a “Linha Eco” sem qualquer encargo para os utilizadores. Desse ensaio, o responsável pela Empresa Horários do Funchal, Nuno Homem Costa, revelou que registou-se um acréscimo de 200 por cento, mil para três mil pessoas transportadas numa semana».
Expectante quanto ao impacto que estes seis meses com linha gratuita terão junto da população, Miguel Albuquerque frisou que embora este seja um ensaio de seis meses, «estamos convencidos que vai ter tamanho sucesso que depois teremos de protelá-lo durante bastante tempo».
Esta nova oferta de transporte gratuito será assegurado por quatro autocarros do modelo Gulliver, não poluentes, que compõem a "Linha Eco"da HF, com 5,3 metros de comprimento, com lotação para oito passageiros sentados, 11 em pé e uma cadeira de rodas.
Linha Verde nascerá em Setembro
O presidente da Câmara anunciou ontem também que em Setembro próximo surgirá também uma “Linha Verde” isto é, um acordo com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, que colocará um autocarro a circular de 10 minutos entre a zona oeste da cidade e o centro do Funchal, sendo que, através de protocolos e pacotes de bilhetes com hotéis, acabará com a necessidade de serem usados veículos de grande porte para transporte de turistas, que são neste momento factor de congestionamento na marginal da cidade.
A este respeito, Conceição Estudante explicou que o projecto integra-se em «estratégias de desenvolvimento da Horários do Funchal em concertação com a Câmara Municipal» e que o objectivo é tornar o Funchal «uma cidade cada vez mais moderna», sendo que tal passa por uma política de transportes alternativos.
Na opinião da secretária regional do Turismo e Transportes, «estes veículos estão neste momento a serem utilizados como forma de transformação dos hábitos dos cidadãos da cidade do Funchal. Esta forma de chegar gratuitamente às pessoas não visa outra coisa que não a sua sensibilidade e a sua habituação porque, a partir do momento em que tem de passar a hábito automatizado, é mais fácil passar a utilizar este e os outros que virão».
Albuquerque garante que esta não é uma medida eleitoralista
Questionado se esta poderia ser entendida como uma medida eleitoralista, Miguel Albuquerque, que se recandidata para mais um mandato na CMF, rejeitou a crítica desta ser considerada uma medida eleitoralista, afirmando que «já estou há 15 anos na Câmara. Estas são políticas que temos de seguir e os veículos já estão a circular há mais tempo».

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Linha Eco será gratuita a partir de 1 de Setembro…

Câmara pretende diminuir o trânsito automóvel no centro da cidade

Depois de um “ensaio” realizado no Natal passado, a Câmara Municipal do Funchal volta a disponibilizar gratuitamente à população, viagens em quatro autocarros ecológicos que ligam as principais artérias da cidade, com passagens pelas zonas escolar e turística. Um «investimento ambiental» que visa «diminuir a poluição, melhorar a qualidade de vida dos munícipes e diminuir o tráfego de veículos individuais, sobretudo na baixa do Funchal».

A partir do próximo dia 1 de Setembro, e nos seis meses seguintes, os quatro autocarros ecológicos, da Linha Eco da Empresa Horários do Funchal, vão poder ser utilizados gratuitamente pela população.
A medida, apresentada ontem em conferência de imprensa que juntou o presidente da Câmara Municipal do Funchal, secretária regional do Turismo e Transportes, e presidente da empresa de transportes colectivos Horário do Funchal (HF), é entendida por estes responsáveis como sendo «mais um passo no sentido de melhorar a qualidade de vida dos munícipes e visitantes no centro da cidade».
Esta medida, segundo referiu Miguel Albuquerque, vai custar à Câmara cerca de 37 mil euros através de publicidade institucional.
Embora os ganhos não sejam «mensuráveis em termos de dinheiro», o autarca explicou que o grande objectivo está «na melhoria da circulação e igualdade de oportunidades para os cidadãos».
Uma vez que se trata de um «investimento ambiental», Miguel Albuquerque disse ainda que espera com esta medida diminuir a poluição, melhorar a qualidade de vida dos munícipes, diminuir o tráfego de veículos individuais, sobretudo na baixa do Funchal, e proporcionar às pessoas com pouca mobilidade a possibilidade de circularem no centro da cidade de «forma agradável e segura».
Neste sentido, o autarca revelou que «cai pela base qualquer argumento, no sentido de se dizer que a baixa da cidade não tem transportes, nem possibilidade de mobilidade, a não ser pedonal», frisando que «o Funchal não tem só um autocarro tecnologicamente avançado como tem a possibilidade de circular aqui no centro abrangendo a zona das escolas de forma gratuita».
De salientar que este projecto nasceu a partir de um “ensaio” realizado, com sucesso, na época do Natal, altura em que foi colocado ao dispor da população a “Linha Eco” sem qualquer encargo para os utilizadores. Desse ensaio, o responsável pela Empresa Horários do Funchal, Nuno Homem Costa, revelou que registou-se um acréscimo de 200 por cento, mil para três mil pessoas transportadas numa semana».
Expectante quanto ao impacto que estes seis meses com linha gratuita terão junto da população, Miguel Albuquerque frisou que embora este seja um ensaio de seis meses, «estamos convencidos que vai ter tamanho sucesso que depois teremos de protelá-lo durante bastante tempo».
Esta nova oferta de transporte gratuito será assegurado por quatro autocarros do modelo Gulliver, não poluentes, que compõem a "Linha Eco"da HF, com 5,3 metros de comprimento, com lotação para oito passageiros sentados, 11 em pé e uma cadeira de rodas.
Linha Verde nascerá em Setembro
O presidente da Câmara anunciou ontem também que em Setembro próximo surgirá também uma “Linha Verde” isto é, um acordo com a Secretaria Regional do Turismo e Transportes, que colocará um autocarro a circular de 10 minutos entre a zona oeste da cidade e o centro do Funchal, sendo que, através de protocolos e pacotes de bilhetes com hotéis, acabará com a necessidade de serem usados veículos de grande porte para transporte de turistas, que são neste momento factor de congestionamento na marginal da cidade.
A este respeito, Conceição Estudante explicou que o projecto integra-se em «estratégias de desenvolvimento da Horários do Funchal em concertação com a Câmara Municipal» e que o objectivo é tornar o Funchal «uma cidade cada vez mais moderna», sendo que tal passa por uma política de transportes alternativos.
Na opinião da secretária regional do Turismo e Transportes, «estes veículos estão neste momento a serem utilizados como forma de transformação dos hábitos dos cidadãos da cidade do Funchal. Esta forma de chegar gratuitamente às pessoas não visa outra coisa que não a sua sensibilidade e a sua habituação porque, a partir do momento em que tem de passar a hábito automatizado, é mais fácil passar a utilizar este e os outros que virão».
Albuquerque garante que esta não é uma medida eleitoralista
Questionado se esta poderia ser entendida como uma medida eleitoralista, Miguel Albuquerque, que se recandidata para mais um mandato na CMF, rejeitou a crítica desta ser considerada uma medida eleitoralista, afirmando que «já estou há 15 anos na Câmara. Estas são políticas que temos de seguir e os veículos já estão a circular há mais tempo».

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Terça-feira, 14 de Julho de 2009

É bom que estejas preparado!…

Concerto Flash Vodafone

Os Deolinda estão de malas feitas, prontos para voar para o Funchal,na Madeira. Os fãs poderão esperar a energia e boa disposição a que já nos habituaram nos seus concertos.
X-Wife e Dj Kitten serão companheiros de palco, naquela que será, certamente, uma noite que o Funchal tão cedo não irá esquecer.
Sexta, 17 de Julho, às 22h. X-Wife, Deolinda e Dj Kitten ao vivo no Parque de Santa Catarina no Funchal. Entrada gratuita. Limitado à lotação do espaço.

publicado por... liliana_12 às 11:29
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